Depositos a Prazo

Maio 30 2011

Quase na véspera do Dia da Criança, o i fez uma ronda pela oferta dos depósitos a prazo destinados aos mais novos

 

Corria o ano de 1950 quando a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo. O dia foi comemorado, pela primeira vez, a 1 de Junho desse ano. Hoje, 61 anos depois, o Dia Mundial da Criança continua a ser assinalado em todo o mundo e nem sequer aos bancos a operar no mercado nacional passa despercebido. 

Quase nas vésperas de 1 de Junho, o fez uma ronda pelas ofertas financeiras destinadas aos mais pequenos para saber a que ponto são compensadoras. A oferta é variada e há produtos praticamente para todos os gostos. O desafio é escolher o melhor. 

A verdade é que as instituições bancárias apresentam múltiplas soluções destinadas aos mais novos, das contas à ordem e dos depósitos a prazo aos seguros de capitalização. E nesta altura reforçam a sua aposta na captação de poupanças dos juniores, que seduzem com brindes, consolas e bolas de futebol, entre outros. O Banco Espírito Santo, por exemplo, oferece um mealheiro, desenhado por Agatha Ruiz de la Prada, apadrinhado por Cristiano Ronaldo.

No entanto, uma análise às propostas dos cinco maiores bancos nacionais - CGD, BCP, BES, BPI e Santander Totta - mostra que, apesar de serem mais as diferenças que as semelhanças, há um ponto em comum: o juro oferecido é "miúdo". Ou seja, constituir um pé-de- -meia para crianças não rende mais que os produtos a prazo convencionais do mercado, normalmente associados aos graúdos.

A taxa de remuneração destes produtos não permite que as poupanças cresçam tanto quanto os slogans anunciam. Ainda assim, na actual conjuntura económica e financeira e com o futuro cada vez mais incerto, poupar é a palavra de ordem e ensinar aos mais novos a importância do aforro é sinónimo de educação financeira. Mas, não se esqueça, é essencial, para uma escolha acertada, comparar as várias ofertas de mercado.

Os prazos, os montantes mínimos e máximos de subscrição, os reforços e as taxas de juro variam consoante o produto. A taxa de remuneração, por exemplo, oscila entre 0,35% no Banco Espírito Santo e 3,013% na Caixa Geral de Depósitos (ver caixas). Em termos líquidos - após a dedução fiscal de 21,5% sobre os juros -, as soluções analisadas apresentam um retorno entre 0,28 e 25 euros.

Os depósitos a 12 meses tradicionais estão a ser mais bem remunerados. De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, os bancos nacionais estão a oferecer uma taxa média superior a 3%. No entanto, o melhor depósito a um ano, segundo a escolha da Associação de Defesa do Consumidor, rende 3,7% líquidos.

A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) aconselha os consumidores a pedirem a taxa líquida, uma vez que permite comparar os produtos com prazos diferentes e líquidos de imposto. A análise da rentabilidade tem, no entanto, de ser conjugada com o prazo. Isto porque, por exemplo, o Primeiro Depósito Jovem, do Santander Totta, com um juro bruto de 2% (1,57% de taxa líquida) é uma solução a três meses e não pode ser renovado, o que poderá não ser uma boa opção para quem pretende uma poupança até, por exemplo, à maioridade da criança.

Os depósitos a prazo estão normalmente associados a contas à ordem para as crianças. Estas podem ser as únicas titulares, embora os pais ou tutores tenham autoridade para as movimentar. Além disso, os valores mínimos para abertura dos depósitos variam. O mínimo exigido no depósito Cresce e Aparece do BCP é de 25 euros, enquanto a CGD apresenta o valor mais elevado, 250 euros. 

Estes produtos distinguem-se ainda por admitirem ou não reforços mensais e por permitirem a acumulação do juro ao capital, ou seja, a capitalização. Regra geral, os produtos que permitem a mobilização total ou parcial penalizam o cliente. O BPI, por exemplo, é uma excepção.

Assim, se está a pensar aproveitar este Dia da Criança para constituir um depósito a prazo ou uma conta-poupança, analise e compare as várias ofertas de mercado. A escolha do melhor produto deve ter em conta o risco do produto, a rentabilidade e a liquidez (ver as dicas ao lado).

No entanto, se pretende investir em produtos com taxas de remuneração mais atractivas, o melhor será optar por outro tipo de ofertas, que não têm como público-alvo as crianças. É o caso, por exemplo, dos certificados do Tesouro, que apresentam juros mais elevados.

fonte:http://www.ionline.pt/c

publicado por adm às 22:37

Maio 22 2011

Para Clientes que pretendem acompanhar a evolução do mercado de taxas de juro de curto prazo, com a garantia de capital e rendimentos, a Caixa tem disponível o depósito Caixa TaxaMix Maio 2014.

Condições de acesso
Aplicação exclusiva para Clientes pessoas singulares, pessoas colectivas e entidades equiparadas a pessoas colectivas cujo montante de subscrição seja totalmente proveniente de Outra Instituição de Crédito (OIC).

Capital Mínimo
Poderá constituir o depósito a prazo não mobilizável antecipadamente Caixa TaxaMix Março 2014 a partir de € 1.000, em qualquer Agência da

 

Caixa.

Período de subscrição
De 6 a 27 de Maio de 2011, excepto se esgotar o montante em emissão.

 

Prazo
3 anos.
O depósito terá início a 30 de Maio de 2011, sendo que o seu vencimento ocorre a 30 de Maio de 2014.

 

Remuneração
A taxa de remuneração é fixa no primeiro ano e variável no segundo e terceiro ano, igual à Euribor 3M, acrescida de um spread de 1,50%, estando limitada por um mínimo e um máximo:

 


Taxas de Remuneração:
TrimestreTaxa Anual Nominal Bruta (TANB)

1º ao 4º

4,00%

5º ao 8º

 Euribor 3M* + 1,50%,
com um mínimo de 4,25% e um máximo de 5,25%

9º ao 12º

Euribor 3M* + 1,50%,
com um mínimo de 4,50% e um máximo de 5,50%

 

*Em que Euribor 3M é a taxa de juro a 3 meses publicada pela Reuters na página
EURIBOR 3MD= às 11H00 (CET) ou outra que a substitua. O valor da Euribor 3M será a em vigor no segundo dia útil anterior ao início de cada período de contagem de juros.

Fontes de Informação: Bloomberg: EUR003M < Index>; Reuters: EURIBOR3MD=

Liquidez
Depósito não mobilizável antecipadamente.

Pagamento de juros
Os juros são pagamos trimestralmente, por crédito em conta de D.O. associada.

 

 

Datas de pagamento:
Trimestres
1
30/08/2011
2
30/11/2011
3
29/02/2012
4
30/05/2012
5
30/08/2012
6
30/11/2012
  
7
28/02/2013
8
30/05/2013
9
30/08/2013
10
30/11/2013
11
28/02/2014
12
30/05/2014

 

Fiscalidade 
Os rendimentos estão sujeitos a IRS/IRC, com retenção na fonte às taxas em vigor.

Esta informação sobre o depósito simples não dispensa a consulta da Ficha de Informação Normalizada, também disponível nas Agências da Caixa e não constitui aconselhamento ou recomendação de investimento, sem prejuízo dos deveres legais da Caixa.

Oferta limitada. 

 

Mais informação no site:http://www.cgd.pt/Particulares/Futuro/Poupanca-Investimento/Estruturados/2011/Maio/Pages/Caixa-Taxamix-Maio-2014.aspx

publicado por adm às 19:40

Maio 19 2011

O montante de novos depósitos voltou a crescer em Março face ao mês anterior, de 9,1 mil milhões para 9,3 mil milhões de euros.

Já face ao homólogo o crescimento é de 45%, ou seja, mais 2,9 mil milhões de euros.

Desde o início do ano, o montante mensal de novos depósitos tem registado valores consistentes, sempre acima dos nove mil milhões de euros, em níveis de Julho de 2009.

No entanto, a carteira total de depósitos dos bancos tem crescido ao ritmo de cerca de 400 milhões de euros mensalmente, o que indica que, mais do que captar novos recursos de clientes, os bancos estão a registar uma realocação de depósitos, com os clientes a aproveitarem as melhores taxas de juro oferecidas actualmente.

A taxa de juro média dos novos depósitos até um ano voltou a subir em Março, de 2,82% para 3%. Os bancos estão a aumentar a remuneração dos depósitos há 11 meses consecutivos, acompanhando a subida das taxas Euribor, mas principalmente numa tentativa de captar recursos de clientes dada a necessidade de desalavancar a actividade e diversificar fontes de financiamento.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 23:18

Maio 09 2011

Os juros dos depósitos de taxa crescente sobem mas continuam pouco atractivos.

São boas notícias para as famílias que têm algumas poupanças. À semelhança do que acontece com os tradicionais depósitos, também os depósitos de taxa crescente - ou seja, aqueles produtos em que a remuneração vai subindo ao longo do período de vida - estão a ficar um pouco mais atractivos. O Diário Económico analisou os depósitos de taxa crescente disponíveis no mercado para prazos superiores a um ano em 10 instituições financeiras diferentes. A saber: CGD, BCP, Santander Totta, BES, Montepio, Crédito Agrícola, Barclays, Banif, BiG e Banco Best. O BPI e o ActivoBank não foram incluídos nesta análise pelo facto de não terem disponíveis produtos com estas características. O Banco Popular também foi excluído porque apesar de ter alguns depósitos de taxa crescente são produtos para prazos inferiores a um ano.

No total foram analisados 29 depósitos de taxa crescente e há um dado que salta à vista: comparando as actuais taxas oferecidas pelos bancos para este tipo de aplicações com os juros oferecidos há nove meses atrás é possível verificar que os bancos estão a subir a remuneração destes produtos. Por exemplo, para os depósitos de taxa crescente a três anos os bancos estão a praticar, em termos médios, uma taxa de juro anual líquida de 2,5%. Um valor que compara com os 1,78% oferecidos pelas instituições no final de Julho do ano passado. E esta tendência é transversal para todos os prazos de investimento.

No entanto, e apesar desta melhoria de remuneração, tal não significa que aplicar num depósito de taxa crescente seja sempre uma boa opção face aos produtos mais tradicionais- principalmente num contexto em que as taxas interbancárias estão numa trajectória ascendente. Os números mostram que os cinco melhores depósitos tradicionais a um ano oferecem taxas líquidas que variam entre os 2,75% e os 3,34%, segundo dados da Deco. São taxas superiores à maioria dos juros praticados nos depósitos de taxa crescente a dois, três, quatro e até cinco anos.

Outra desvantagem identificada nestas aplicações tem a ver com o facto de os bancos praticarem remunerações semelhantes para prazos de investimento distintos. Ou seja, nem sempre o facto do investidor manter o seu dinheiro aplicado por um período alargado (quatro ou cinco anos) é devidamente recompensado. Por exemplo, a taxa média líquida oferecida para os depósitos de taxa crescente a cinco anos é de 2,589%. Trata-se de um juro muito semelhante ao praticado em média para as aplicações a três anos (2,53%) e até a dois anos (2,03%). Ou seja, convém pensar duas vezes para verificar se compensa manter o seu dinheiro parado por um período de investimento tão alargado num depósito de taxa crescente, quando podem existir no mercado outras soluções de poupança mais atractivas. E elas existem. Por exemplo, para um prazo de cinco anos, poderá aplicar o seu dinheiro nos Certificados do Tesouro, que em Abril beneficiam de uma taxa de juro anual bruta de 6,8% (ou 5,33% em termos líquidos) para quem mantiver o dinheiro aplicado durante cinco anos. Contas feitas, se aplicar 1.000 euros em Certificados do Tesouro chegará ao final de cinco anos e obterá uma mais-valia de 266 euros. Mas mesmo que não queira investir em Certificados do Tesouro existem no mercado depósitos a prazo tradicionais (de taxa fixa) que podem ser mais atractivos face aos juros oferecidos nos depósitos de taxa crescente para o mesmo período. O BPI, por exemplo, tem um depósito de taxa fixa a cinco anos que prevê em termos líquidos uma taxa anual de 3,016%. Trata-se de um juro superior ao oferecido na maioria dos depósitos de taxa crescente para o mesmo prazo.

Mas este não é o único alerta que os investidores devem ter em conta na altura de escolherem um depósito de taxa crescente para fazer crescer o seu dinheiro. É preciso estar atento à publicidade feita pelas instituições financeiras. Isto porque alguns bancos continuam a destacar nos seus folhetos a taxa mais elevada do depósito a prazo que, regra geral, se refere apenas ao último trimestre, semestre ou ano de vida do depósito. Estas taxas "enchem o olho"- porque facilmente atingem os 5%- mas não se referem à real remuneração total que o investidor irá receber no final de vida do depósito. Assim, e para ter uma ideia concreta do rendimento que o depósito de taxa crescente lhe irá proporcionar, deverá ter em conta a taxa anual nominal líquida (TANL).

Um outro inconveniente que a maioria dos depósitos de taxa crescente apresenta é o facto de não permitir reforços, nem a capitalização de juros. Neste último caso, a excepção é o Caixa PopPrazo, um depósito a quatro anos da CGD que permite a capitalização de juros. Além disso, também o Montepio tem vários depósitos que permitem a capitalização de juros. E o mesmo se passa com a Conta Poupança Crescente do Banco Best.

Por outro lado, de notar que alguns dos depósitos de taxas crescentes são de subscrição sujeita a algumas condições. Por exemplo, o Depósito Crescente Mais da CGD é vocacionado para novos montantes que entrem na instituição e que sejam provenientes de outros bancos. Também o Somar é Ganhar do Montepio e o Depósito Crescente Cinco anos do Santander seguem a mesma filosofia. Outros produtos só podem ser subscritos pela internet. E há outros que têm limites mínimos de subscrição mais elevados (5.000 ou 10.000 euros) ou então estabelecem limites máximos de investimento.

Independentemente das limitações encontradas, há produtos de se destacam pela positiva. No prazo a cinco anos, os depósitos de taxa crescente do Santander Totta destacam-se. No caso das aplicações a quatro anos é o BiG que apresenta a melhor taxa. Já para o prazo a três anos, o Santander e a CGD apresentam as melhores taxas. No caso dos depósitos a dois anos, o Banif apresenta a taxa mais atractiva. Conheça de forma detalhada os melhores depósitos de taxa crescente para os vários prazos.


Os melhores depósitos de taxa crescente

Até dois anos
Foram analisados nove depósitos de taxa crescente para um prazo que varia entre um e dois anos. A remuneração oferecida para estes prazos é, em regra, pouco atractiva quando comparada com os melhores depósitos a prazo tradicionais com taxa fixa a um ano- os cinco melhores oferecem um juro líquido que varia entre os 2,75% e os 3,34%. Já nos depósitos crescentes a melhor taxa até dois anos pertence ao Depósito Crescente a 2 anos do Banif que prevê uma TANL de 2,601%.

Três anos
É neste prazo que existe uma maior oferta de produtos. No total, foram analisados 11 produtos e aqui as remunerações são muito diferentes: variam entre os 1,178% (taxa líquida) do Depósito Super Crescente Mais do Crédito Agrícola e até aos 3,14% do Rendimento Premium do Santander Totta. Uma diferença que pode ter um impacto importante na evolução das poupanças. Por exemplo, se aplicar 5.000 euros no primeiro depósito irá receber no conjunto dos três anos 176 euros em juros. Já se optar pelo segundo depósito a mais-valia que obterá será de 471 euros.

Quatro anos
Também aqui existem algumas discrepâncias face aos valores oferecidos entre as várias instituições. Os juros anuais oferecidos para os depósitos de taxa crescente para este prazo variam entre os 1,305% líquidos do Poupança Crescente Júnior do BES ( exclusivo para subscritores com idade inferior a 18 anos) e os 3,3% líquidos do Depósito Rendimento Anual 4X do banco BiG.

Cinco anos 
Para este prazo, a oferta de depósitos de taxa crescente não é muito vasta: encontrámos apenas quatro produtos. E quem domina este segmento 
é o Santander Totta, com três depósitos a cinco anos. Em termos médios os produtos desta categoria oferecem uma remuneração anual líquida de 2,59%. O depósito com a taxa mais atractiva é o Rendimento + do Santander Totta que oferece um juro médio anual líquido 3,61%. Esta é taxa é válida caso o investidor mantenha o dinheiro aplicado por um período de cinco anos.

fonte:http://economico.sapo.pt/noticias/bancos-que-tem-depositos-de-taxa-crescente-com-melhores-juros_116455.html

publicado por adm às 22:48

Maio 06 2011

A inflação é o pior inimigo das poupanças. Os portugueses têm quase 30 mil milhões de euros “parados” em depósitos à ordem.

À taxa de inflação actual, 4,04%, as famílias portuguesas estão a perder 1,2 mil milhões de euros por ano em depósitos à ordem. Mesmo considerando a taxa de inflação estimada pelo Banco de Portugal para este ano, 3,6%, a perda de poder de compra continua a ser superior a mil milhões de euros. Embora algumas destas aplicações beneficiem de remuneração, o seu valor médio é marginal: 0,08%.

Em Fevereiro, os depósitos à ordem de particulares representavam quase um quarto do total de depósitos das famílias portuguesas, um rácio que fica, ainda assim, bastante aquém da média da zona euro, que atingiu, no mesmo mês, 38,5%.

"No passado ‘remoto', o rácio, em Portugal, manteve-se em redor de 20%, pelo que os níveis actuais não fogem muito à norma. Aliás, desde 2007 que o peso dos depósitos à ordem no total tem vindo a reduzir-se de forma significativa, desde uma percentagem acima de 32%", refere Rui Constantino, economista-chefe do Santander. O peso dos depósitos à ordem no total de depósitos parece estar intimamente ligado com o efeito de taxas de juro.

Entre 2008 e 2010, um período histórico de descidas nas taxas Euribor, que servem também como referência para as taxas de remuneração dos depósitos a prazo, os portugueses voltaram a deixar uma maior fatia das suas poupanças "parada" em depósitos à ordem.

Uma tendência que se inverte novamente desde meados de Julho de 2010, à medida que apertam as necessidades da banca em captar recursos de clientes, o que se traduz em taxas de juro mais atractivas nas aplicações a prazo (ver texto ao lado). "O custo de oportunidade de detenção de depósitos à ordem perante subida das taxas de remuneração dos depósitos a prazo é já considerável, levando os particulares a deslocarem-se de um produto mais mal remunerado para outro mais bem", justifica a economista-chefe do BPI, Cristina Casalinho. Ainda assim, e apesar deste valor estar em queda há três meses consecutivos, os portugueses detêm 29,6 mil milhões de euros em depósitos à ordem. Na justificação do fenómeno, "atribuiria mais peso, não tanto à iliteracia financeira, mas mais à inércia relativamente aos investimentos. Se considerar falta de conhecimento ou sensibilidade às taxas de juro praticadas, iliteracia, então esse é claramente um argumento importante", diz Cristina Casalinho.

É certo que o peso que os depósitos à ordem representam no total de depósitos fica bastante abaixo da média europeia. No entanto, essa realidade pode ficar a dever-se simplesmente ao facto de a percentagem da poupança encaminhada para depósitos a prazo pelos portugueses ser também bastante superior à de outros países da zona euro, aumentando assim o total de depósitos. "No passado, fizemos um levantamento das aplicações de fundos das famílias portuguesas e integravam o grupo dos países mais conservadores nas suas estratégias de investimento, sendo os depósitos à ordem e os depósitos a prazo uma parcela muito representativa do seu património", adianta a economista-chefe do BPI.

Cada depositante tem, em média, 1.170 euros à ordem, um valor que poderá ser considerado insuficiente para constituição de uma poupança a prazo, servindo antes para as necessidades correntes de consumo das famílias portuguesas. Ainda assim, o valor investido em depósitos a prazo tem vindo a aumentar. Nos últimos três meses, o montante total de depósitos a prazo cresceu 3,2 mil milhões de euros, enquanto no mesmo período saíram dois mil milhões de euros dos depósitos à ordem. Ou seja, um saldo positivo de 1,2 mil milhões de euros. "O que penso que é de ressalvar: não se assistiu durante todo este período - e em especial nos meses mais recentes, em que a instabilidade tem sido maior - a qualquer redução dos depósitos de particulares, o que reflecte bem a situação mais segura dos bancos nacionais e a confiança que as famílias continuam a ter no sistema", conclui Rui Constantino.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:29

Maio 05 2011

Este depósito de taxa crescente rende 3,8% líquidos ao ano e beneficia da redução de imposto. Paga os juros no final dos 5 anos, o que pode ser uma desvantagem.

 

O depósito até 5 anos com taxa de juro crescente, disponível no Santander, não permite reforços. O montante mínimo de constituição é 5000 euros.

O pagamento de juros ocorre apenas na data de vencimento. O prazo de 5 anos e um dia beneficia de uma taxa de imposto inferior se mantiver até ao final (17,2% em vez dos 21,5 por cento). Assim, o rendimento é de 3,8 por cento. 

O produto pode ser mobilizado a qualquer momento, parcial ou totalmente. Consoante a data da mobilização, são aplicadas taxas de remuneração diferentes sobre todo o prazo decorrido.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/

publicado por adm às 22:28

Maio 03 2011

Os depósitos com taxa crescente que prometem rendimentos de seis por cento são um "engodo", assegura a Deco na revista Proteste Poupança deste mês.

Segundo a associação de defesa de consumidor, a análise feita a 38 depósitos a taxa crescente permitiu concluir que "vários atingem os seis por cento, mas apenas no último período".

A Deco acrescenta que, no primeiro ano, todos os depósitos rendem menos do que a inflação prevista para 2011 (3,6 por cento de acordo com o Banco de Portugal) e mesmo menos do que o melhor depósito encontrado a 12 meses (3,7 por cento líquidos).

Assim, "o rendimento efectivo líquido, ou seja, o rendimento anual para a totalidade da aplicação é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários", assegura a associação de defesa do consumidor, atingindo "na melhor das hipóteses" os 3,8 por cento líquidos.

A Deco propõe que os cidadãos que não necessitam do capital a médio e longo prazo optem por "alternativas mais rentáveis", caso dos certificados ou obrigações do tesouro.

A legislação que o Banco de Portugal introduziu há cerca de um ano e que levou à proibição de publicidade a depósitos com "rentabilidades que induziam em erro e escondiam a taxa efetiva" permitiu maior transparência, mas são "vários anúncios continuam a contornar a legislação, usando expressões como 'até seis por cento'".

Apesar de legais, estas são técnicas "enganadoras", garante a Deco.

Os bancos têm estado a aumentar a captação de depósitos devido às dificuldades de financiamentos nos mercados internacionais.

fonte:http://www.dn.pt/

publicado por adm às 22:43

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