Depositos a Prazo

Março 01 2011

A associação de defesa do consumidor desaconselha o investimento em Planos de Poupança-Reforma (PPR). Para quem já investiu nestes produtos, a Deco recomenda a não entrega de capitais este ano, dizendo que os fundos mistos e os certificados do Tesouro são uma aposta mais vantajosa.

 

A Deco desaconselha o investimento em Planos de Poupança-Reforma (PPR) em 2011, já que os subscritores “dificilmente conseguirão usufruir do benefício fiscal”.

A revista Proteste Poupança diz mesmo que quem já investiu nestes produtos não deve fazer quaisquer entregas este ano, recomendando os fundos mistos e os certificados do Tesouro como uma melhor opção de aforro.

“Com comissões elevadas e grandes restrições à mobilização antes da reforma, a principal vantagem dos PPR até este ano era a dedução fiscal de 300 a 400 euros no IRS, em função da idade dos subscritores”, explica a associação de defesa do consumidor.

“Mas com os cortes orçamentais impostos pelo Governo, também esta vantagem desapareceu para a esmagadora maioria dos investidores”, assinala.

“Na prática, só quem tem um rendimento mensal próximo do salário mínimo nacional e não contratou seguros de vida, não fez donativos, nem investiu em energias renováveis conseguirá beneficiar da dedução intacta”, acrescenta a Deco.

A revista escreve, no entanto, que “apesar do revés nos PPR, deve continuar a poupar para a reforma”. Em 2011, as sugestões passam por “aplicações com maior liquidez e menos custos”

“Caso tenha menos de 50 anos e possa investir por um mínimo de cinco anos, escolha uma carteira de fundos de acções e obrigações ou um fundo misto”, aponta.

“Se tem 50 anos ou mais ou não quer arriscar, os certificados do Tesouro são a melhor opção: garantem o capital e não têm custos. Ao subscrever em Março, ganha entre 5,3% líquidos ao ano (investimento por 5 anos) e 5,6% (10 anos)”, conclui a associação.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:39

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