Depositos a Prazo

Maio 03 2011

Os depósitos com taxa crescente que prometem rendimentos de seis por cento são um "engodo", assegura a Deco na revista Proteste Poupança deste mês.

Segundo a associação de defesa de consumidor, a análise feita a 38 depósitos a taxa crescente permitiu concluir que "vários atingem os seis por cento, mas apenas no último período".

A Deco acrescenta que, no primeiro ano, todos os depósitos rendem menos do que a inflação prevista para 2011 (3,6 por cento de acordo com o Banco de Portugal) e mesmo menos do que o melhor depósito encontrado a 12 meses (3,7 por cento líquidos).

Assim, "o rendimento efectivo líquido, ou seja, o rendimento anual para a totalidade da aplicação é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários", assegura a associação de defesa do consumidor, atingindo "na melhor das hipóteses" os 3,8 por cento líquidos.

A Deco propõe que os cidadãos que não necessitam do capital a médio e longo prazo optem por "alternativas mais rentáveis", caso dos certificados ou obrigações do tesouro.

A legislação que o Banco de Portugal introduziu há cerca de um ano e que levou à proibição de publicidade a depósitos com "rentabilidades que induziam em erro e escondiam a taxa efetiva" permitiu maior transparência, mas são "vários anúncios continuam a contornar a legislação, usando expressões como 'até seis por cento'".

Apesar de legais, estas são técnicas "enganadoras", garante a Deco.

Os bancos têm estado a aumentar a captação de depósitos devido às dificuldades de financiamentos nos mercados internacionais.

fonte:http://www.dn.pt/

publicado por adm às 22:43

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